Esports: abandonar seu maior sonho pode ser a causa do seu sucesso.

League of Legends (Reprodução)

Desistir do sonho de se tornar um Pro Player é uma atitude delicada e requer coragem. Porém, às vezes precisamos mudar nossos objetivos para crescer.


A chamada foi bem sensacionalista, mas ninguém precisa desistir de sonho algum. A leitura é leve e pode abrir uma nova maneira de pensar.

Reconhecer dificuldades

A persistência é uma qualidade nobre e recebe admiração quando vista aos olhos de quem acompanha o desenvolvimento de um jogador.

Esports: CBLoL, Pro League, Contenders, Major, etc.

São tantos nomes de campeonatos e concorrentes às suas vagas que é impossível reconhecer todos.

Puxando uma história hipotética e comum:

Imagine um cara que está no Tier 3 do League of Legends há 2 anos disputando qualificatórias a cada 6 meses.

São cerca de 200 times buscando apenas 2 vagas e elas podem ser anuladas pelos (quase-)rebaixados do Circuito Desafiante.

É uma missão difícil de se cumprir, até alguém qualificado enfrenta adversidades.


Life is Strange (Reprodução) — Desculpem o spoiler.

Por que mudar o rumo?

Estar em um competitivo inflado e com talentos esperando ser revelados é uma loteria.

Se eu, Pablo, quisesse me tornar profissional, saber o jogo que me levaria ao auge pouco importaria, apenas quero chegar lá!

Afinal, a conquista de reconhecimento abre portas para remuneração e poder de escolha. Existem opções, é só pegar a melhor.

Por isso é necessário desprendimento. As pessoas possuem orgulho da sua construção e essa corrente pode ser o motivo de desmotivação.

Quem acompanhou a época de ouro do Point Blank, viu o que é a lenta queda de um cenário.

Antes o melhor, hoje um competitivo, ainda ativo, não páreo aos seus sucessores.

Um pro player precisa estar pronto para se adaptar. Os próprios competidores do PB, como 400kg, partiram de outros jogos (Combat Arms, por exemplo).

Bons jogadores de FPS irão se adaptar. É questão de tempo e treino.

Essa charge é bastante utilizada por coaches para exemplificar o caminho ao sucesso.

Na verdade, essa trajetória é um labirinto que pode possuir vários segmentos ao mesmo destino.

Ou seja, não precisa manter a mesma reta até o fim. Há várias curvas e delineados até o destino.

Não vale a pena sacrificar 5 anos tentando uma oportunidade no Counter-Strike: Global Offensive, se há outros caminhos.

Talvez para chegar ao topo, o melhor seja largar tudo e recomeçar.

Observe o vídeo abaixo.


Nomes que deram certo

Tenho dois exemplos reais bem conhecidos por gamers antenados.

Alguns já trilhavam uma boa carreira e alcançaram o auge após mudar o seu game oficial.

Fotografia: David Doran

Ninja

Tudo bem que ele não chegou à sua fama a partir do zero. Houve uma construção a longo prazo e, após Fortnite, seu pico de crescimento.

Tyler começa sua história no Halo e escala sua carreira a cada jogo que migra. Passa por H1Z1, PUBG e conquista uma consolidação na carreira ao entrar para a Luminosity Gaming.

Estava em uma das organizações mais famosas e ricas do planeta, no entanto não parou ali.

Ele é o melhor exemplo de como arriscar pode ser o resultado de algo maior.

Não havia motivo para abandonar tudo. E abdicou.

Hoje é o maior gamer do mundo.

Fotografia: Starleader

Tecnosh

O jogador já trabalhava com produção de conteúdo. Um youtuber e streamer de League of Legends em crescimento.

Manter-se no jogo tradicional é uma opção segura e o crescimento é certo.

Como Ninja, deu exemplo de visão e migrou para a tendência: o Player Unknown: Battlegrounds.

Ele começou a publicar seus highlights do jogo no YouTube e foi uma explosão em views.

Seu canal passou a crescer uma média de 150 mil novas inscrições por mês.

Atualmente, ele conta com 1.5 milhões de inscritos no Youtube e 580 mil seguidores na Twitch, além de ser um dos maiores nomes do competitivo de PUBG.


Conclusão

Valorizar seu jogo de origem tem um propósito e eu não discordo de que continuar tentando uma hora vai dar certo.

No entanto, precisamos lembrar que viver de esports possui grandes riscos (rendas variáveis, falta de garantias, etc).

Minha proposta é fazer o jogador escolher um cenário competitivo em ascensão no mesmo gênero do que está atualmente.

Assim, suas chances de ascender são maiores.

Quanto menos concorrentes, maiores as suas chances de ser uma referência naquela modalidade.

O objetivo é ter uma posição de destaque e com um bom leque de oportunidades que te permitam escolher seu próximo caminho.

Aí basta escolher: voltar ao LoLzinho ou arriscar novos objetivos e ambições.

Consequentemente, realizações pessoais e conquistas únicas na fila de espera por mais 1 ou 2 anos.

Sobre este artigo

O texto parte de uma opinião sobre a visão que possuo do cenário amador de esporte eletrônico.

O motivo de eu preferir abandonar sonhos atuais para buscar novos vem do princípio utilizado por negócios digitais, principalmente infoprodutos.

Participar de um nicho específico com um número baixo de concorrentes e se especializar é diferencial.

O mesmo vai ocorrer a partir da identificação de uma tendência de crescimento de algum game lançamento.

Destacar-se em algo novo, o torna a referência da comunidade e consequentemente cria uma audiência.

Qualquer dúvida ou comentário, você pode falar comigo em contato@pabloalves.me.

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